habito

Quer você esteja implementando um novo hábito em sua própria vida ou na vida do seu filho, você precisará tomar a decisão inicial sobre qual hábito que você deseja trabalhar, quais aspectos serão trabalhados, se você precisará dividi-lo em etapas mais gerenciáveis ao longo do caminho, quando você começará a trabalhar nele, e como ele será praticado. A repetição é a chave. Repita o novo hábito com a maior frequência possível.

Ajuda-nos conhecer a razão por trás da repetição: cientistas nos dizem que os hábitos são um processo de três etapas. Em primeiro lugar, há um gatilho ou alerta que incita você a praticar a ação desejada. Em segundo lugar, você pratica a ação em resposta. Em terceiro lugar, você experimenta algum tipo de recompensa, que faz você desejar repetir o processo. Quanto mais você repete o processo, mais profundamente enraizado ele torna em seu cérebro.

Como adulto, você tem que determinar os gatilhos que vão incitá-lo a praticar a ação desejada para cada hábito que você quer formar. Você tem que estabelecer maneiras de tornar o gatilho óbvio para si mesmo, de forma que você tenha certeza de notá-lo e executar a ação todas as vezes, especialmente nos estágios iniciais de incutir um novo hábito.

Uma mãe com quem conversei queria começar com o hábito de se exercitar todas as manhãs. Ela encontrou alguns vídeos de exercícios de que gostou e que poderiam ser passados em seu notebook. Então, ela colocou o computador no balcão da cozinha antes de ir para a cama. Quando se levantou pela manhã e foi até a cozinha, ela viu seu computador ali e lembrou: “Oh, sim, eu queria me exercitar esta manhã.” Seu computador no balcão foi seu gatilho. Ele a lembrou de executar a ação desejada.

Quando se trata da formação de hábitos no filho, um pai pode ajudar a criança ao ativar o gatilho para ela. Por exemplo, se você está cultivando o hábito de regularidade em seu filho, você pode decidir que o primeiro passo será pegar os brinquedos antes de deitar. Quando a hora estiver se aproximando, você pode dar à criança um alerta: “Temos cinco minutos antes de guardar os brinquedos para dormir.” Você está deixando-o saber o que se deve esperar.

Quando os cinco minutos acabarem, você ativa aquele gatilho, dizendo algo como: “Ok, é hora de ir para a cama. O que fazemos primeiro?” Se for necessário, você poderia facilitar ainda mais, fazendo essa declaração quando estiver ao lado da caixa de brinquedos, talvez até mesmo segurando-a. Você está enfatizando a frase: “É hora de ir para a cama”, como gatilho. Você quer que a frase leve-o a pegar seus brinquedos e guarda-los.

Claro, seu objetivo a longo prazo é que o gatilho se torne algo interno. Quando a criança tiver idade suficiente para olhar para o relógio e ver que é hora de dormir, sua mente vai percorrer o caminho enraizado: “é hora de dormir, guardo as minhas coisas”. Mas nos estágios iniciais, você destaca o gatilho para ela.

Observe, porém, que o pai não combina o destaque (guardar os brinquedos) com um comando direto do que fazer. O pai não deve tornar-se o gatilho. Mais sobre isso no próximo texto.

 

Reproduzido e traduzido com a permissão de Simply Charlotte Mason.

Traduzido por Arielle Pedrosa