(Formação de Hábitos) Não Se Torne o Gatilho

ignorarDa última vez, falamos sobre a importância de ter um gatilho que te incite a praticar o hábito desejado todas as vezes. Adultos geralmente tem que criar gatilhos para si mesmos, mas os pais podem ajudar seus filhos, enfatizando gatilhos para eles. O truque é não se tornar o gatilho do seu filho.

Este é o lugar onde muitos pais perdem o curso na formação de hábitos. Eles confundem destacar o gatilho com dizer diretamente à criança o que fazer. Sim, você deve explicar o que você espera da criança; mas quando chega a hora de praticar a ação, você deseja que a criança associe a ação ao gatilho, e não ao seu comando. Essa é a única maneira de o hábito se tornar, finalmente, algo interno – algo próprio da criança.

Se você está constantemente dizendo à criança o que fazer, ela irá conectar a ação com o seu comando. Seu comando será o gatilho, então você vai ter que dizer a ela o que fazer cada vez que você quiser que ela faça algo: “Limpe seu quarto. Sente-se ereta. Termine sua tarefa”. Ela vai, rapidamente, se cansar de sempre escutar você dizendo o que fazer e vai começar a te ignorar. Nenhum hábito será formado. . . bem, exceto o hábito de te ignorar.

Charlotte acerta em cheio em sua descrição:

” ‘Tenho certeza de que estou sempre dizendo a ela – que mantenha suas gavetas arrumadas, a cabeça erguida e fale bem, ou que seja rápida e cuidadosa em relação à sua tarefa’, diz a pobre mãe, com lágrimas nos olhos; e, na verdade, isso, de “sempre dizer-lhe o que fazer”, é um processo desgastante para a mãe; maçante, por não conferir esperança. Ela continua ‘dizendo’ até derramar a própria alma, pois há muito tempo deixou de esperar qualquer resultado, e nós sabemos quão triste é trabalhar sem esperança. Mas, talvez, até mesmo esta mãe não saiba quão indizivelmente deprimente é estar “sempre dizendo”, sem produzir nenhum resultado para a criança. No começo, a criança fica irritada e impaciente sob o tamborilar de palavras vãs; em seguida, ela aguenta o inevitável; e, finalmente, passa a ignorar o que está sendo dito. Seja para qualquer impressão sobre o caráter da criança, ou qualquer formação de hábito, todo esse trabalho é inútil; a criança obedece a ordem quando não pode se esquivar, e evade sempre que possível. E a pobre mãe decepcionada diz: ‘Tenho certeza de que fiz tanto quanto qualquer outra mãe para formar bons hábitos em meus filhos, mas falhei’ “(Vol. 2, p. 174).

Coloque o destaque sobre o gatilho que você deseja que seu filho internalize; não faça de si mesmo o gatilho.

Então, o que fazer se você está destacando o gatilho, mas a criança não está respondendo? É aí que as consequências entram em jogo. Falaremos sobre as consequências da próxima vez.

Reproduzido e traduzido com a permissão de Simply Charlotte Mason.

Traduzido por Arielle Pedrosa

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