consequenciaDa última vez, falamos sobre os pais evitarem ser o gatilho para a ação de seus filhos. Mas, o que fazer se você está destacando o gatilho, e a criança não está respondendo? É aí que as consequências entram em jogo.

Hábitos têm consequências. Este é um fato da vida que testemunhamos todos os dias. Se você tem o hábito de lavar e guardar a roupa regularmente, você terá roupas limpas para vestir. Se você tem o hábito de poupar dinheiro a cada salário recebido, você vai adquirir uma reserva para emergências ou compras futuras.

Por outro lado, se você tem o hábito de jogar a roupa suja no chão do seu quarto, rapidamente ficará sem roupas limpas para vestir. Se você habitualmente gasta cada centavo que ganha, rapidamente, ficará sem dinheiro para gastos inesperados e, talvez, até mesmo para necessidades.

As consequências desempenham um importante papel na formação de hábitos — quer você esteja trabalhando em um hábito para si mesmo ou tentando incutir um hábito na vida do seu filho.

Como adulto, você pode associar uma ação à sua consequência relacionada, e muitas vezes, pode manter esta consequência em mente para ajudar a te motivar na formação do hábito. Mas, frequentemente, essas consequências não são experimentadas antes que muito tempo tenha se passado; muitas delas só são percebidas a longo prazo. E, algumas, mudam a vida de maneira tão dramática que você não deseja que seu filho chegue a prova-las. Por exemplo, a consequência natural do hábito de não concluir as tarefas escolares é que ele não será devidamente instruído. Provavelmente, não será sensato de sua parte deixar que seu filho descubra esse fato em tempo real, na vida real.

Assim, um pai entra em cena para ajustar as consequências — tanto boas quanto ruins —, e torná-las mais óbvias ou menos devastadoras para a criança, conforme necessário para a formação de hábitos.

Se o pequeno Joey dá um chilique porque não quer ir para a cama na hora designada, você pode usar a consequência de que ele deverá ir para a cama mais cedo na noite seguinte (porque ele deve estar exausto e fadigado, para ter perdido o controle daquela forma).

Se Lydia se esforça para dar atenção total à sua tarefa e a conclui em ótimo tempo, você pode utilizar o tempo extra para visitar o parque favorito dela.

Consequências podem ser poderosos motivadores. As consequências naturais são as mais poderosas, mas muitas vezes você tem que ajustar e dar ao seu filho uma consequência substituta, a fim de mantê-lo incentivado ao longo do caminho ou impedi-lo de arruinar sua própria vida.

Em última análise, a decisão final é do seu filho; ele escolhe o que vai ou não vai fazer. Mas, há muitas coisas que você pode fazer — inclusive gerar consequências — para apoiá-lo e encorajá-lo a fazer boas escolhas. Vamos falar mais sobre o dar suporte à decisão de seu filho da próxima vez.

Reproduzido e traduzido com a permissão de Simply Charlotte Mason.

Traduzido por Arielle Pedrosa