20 Princípios de Charlotte Mason Explicados (12 ao 15)

Charlotte Mason Leslie Noelani Laurio
12. A Educação é a Ciência das Relações; isto é, uma criança tem relações naturais com um grande número de coisas e pensamentos, por isso devemos treiná-la em exercícios físicos, natureza, artesanato, ciência e arte e em muitos livros vivos; pois sabemos que a nossa tarefa não é ensiná-la tudo sobre qualquer coisa, mas ajudá-la a tornar válidas, tanto quanto possível

“Aquelas afinidades primogênitas,

Que ajustam nossa nova existência às coisas existentes.”

12. “Educação é a ciência das relações” significa que as crianças têm mentes capazes de fazer suas próprias conexões com o conhecimento e as experiências, por isso, devemos nos certificar de que a criança aprenda sobre natureza, ciência e arte, saiba como fazer coisas, leia muitos livros vivos e estejam fisicamente saudáveis.

13. Ao conceber um programa de curso para uma criança normal, qualquer que seja a classe social, três pontos devem ser considerados:

(A) Ele requer muito conhecimento, pois a mente precisa de alimento suficiente, assim como o corpo.

(B) O conhecimento deve ser variado, pois a mesmice na dieta mental não cria apetite (ou seja, curiosidade)

(C) O conhecimento deve ser comunicado em linguagem bem escolhida, porque sua atenção responde naturalmente ao que é transmitido na forma literária.

13. Na elaboração de um currículo, oferecemos uma vasta quantidade de ideias para garantir que a mente tenha bastante alimento cerebral, conhecimento sobre uma variedade de coisas para evitar o tédio, e assuntos ensinados com linguagem literária de alta qualidade visto ser isso ao que melhor responde a atenção da criança.

14. Como o conhecimento não é assimilado até que seja reproduzido, as crianças devem “recontar” após escutar ou ler uma única vez: ou devem escrever sobre alguma parte do que leram.

14. Uma vez que uma pessoa não “possui” realmente um conhecimento até que possa expressá-lo, as crianças são solicitadas a narrar, ou recontar (ou escrever), o que leram ou ouviram.

15. Devemos insistir em uma única leitura, porque as crianças têm naturalmente grande poder de atenção; mas este poder é dissipado pela re-leitura de passagens, e também, por questionamentos, resumos e semelhantes.

15. As crianças devem narrar após lerem ou escutarem a leitura de um livro. As crianças naturalmente têm bom foco de atenção, mas permitir uma segunda leitura as torna preguiçosas e enfraquece sua capacidade de prestar atenção na primeira vez. Resumos de professores ou perguntas de compreensão são outras maneiras de dar às crianças uma segunda chance e tornar a necessidade de focalizar a primeira vez menos urgente. Ao solicitar a narrativa pela primeira vez, menos tempo é desperdiçado em leituras repetidas, e mais tempo está disponível durante o horário escolar para mais conhecimento. Uma criança educada desta forma aprende mais do que as crianças usando outros métodos, e isso é verdade para todas as crianças, independentemente do seu QI ou contexto.

 

Reproduzido e traduzido com a permissão de Leslie Noelani Laurio, do site Ambleside Online

Traduzido por Arielle Pedrosa

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