20 Princípios de Charlotte Mason Explicados (16 ao 20)

Charlotte Mason

Leslie Noelani Laurio

16. Há também dois segredos de autogestão moral e intelectual que devem ser oferecidos às crianças; podemos chamá-los de “Caminho da Decisão” e “Caminho da Razão”.

16. As crianças têm dois guias para ajudá-las em seu crescimento moral e intelectual – “o caminho da decisão” e “o caminho da razão”.

17. O Caminho da Decisão: as crianças devem ser ensinadas (a) a distinguir entre ‘eu quero’ e ‘eu decido’; (b) que o caminho da decisão trata-se, efetivamente, de desviar nossos pensamentos daquilo que queremos, mas não decidimos; (c) que a melhor maneira de desviar nossos pensamentos é pensar ou fazer algo muito diferente, divertido ou interessante; (d) que, depois de um pouco de descanso desta maneira, a decisão volta a atuar com novo vigor.

(Esse suplemento à decisão nos é familiar na forma de diversão, cuja função é aliviar-nos por um tempo do esforço da decisão, para que possamos voltar a ‘decidir’ com poder acrescentado. O uso de sugestão – incluindo a auto-sugestão – como um auxílio à decisão, deve ser depreciado, pois visa estultificar e estereotipar o caráter. Aparentemente, a espontaneidade é uma condição do desenvolvimento, e a natureza humana precisa da disciplina de fracasso tanto quanto do sucesso.)

17. As crianças devem aprender a diferença entre “eu quero” e “eu decido”. Eles devem aprender a distrair seus pensamentos quando tentados a fazer o que querem, mas que sabem que não está certo, e pensar em outra coisa, ou fazer outra coisa, interessante o suficiente para ocupar sua mente. Depois de uma curta diversão, sua mente será refrescada e capaz de decidir com força renovada.

18. O Caminho da Razão. – Também devemos ensinar as crianças a não “se apoiarem” (com muita confiança) “em seu próprio entendimento”, porque a função da razão é dar uma demonstração lógica (a) da verdade matemática; e (b) de uma ideia inicial, aceita pela decisão.

No primeiro caso, a razão é, talvez, um guia infalível, mas, no segundo, ela não é sempre segura, pois, quer a ideia inicial esteja certa ou errada, a razão a confirmará por meio de provas que não serão contestáveis.

18. As crianças devem aprender a não se apoiar demasiado em seu próprio raciocínio. O raciocínio é bom para demonstrar logicamente a verdade matemática, mas inseguro quando julgamos ideias porque nosso raciocínio justificará todos os tipos de ideias errôneas se realmente quisermos acreditar nelas.

 

19. Portanto, à medida em que amadurecem o suficiente, as crianças devem ser ensinadas a entender tal ensinamento de que a principal responsabilidade que repousa sobre elas como pessoas é a aceitação ou rejeição de ideias iniciais. Para ajudá-las nessa escolha, devemos dar-lhes princípios de conduta e uma ampla gama de conhecimentos apropriados a eles. Esses princípios devem salvar as crianças de alguns pensamentos vagos e ações descuidadas, que fazem com que a maioria de nós viva em um nível inferior àquilo que precisamos.

19. Sabendo que a razão não é confiável como a autoridade final na formação de opiniões, as crianças devem aprender que sua maior responsabilidade é escolher quais ideias aceitar ou rejeitar. Bons hábitos de comportamento e muito conhecimento proporcionará a disciplina e experiência para ajudá-los a fazer isso.

20. Não devemos permitir o surgimento de qualquer separação entre a vida intelectual e “espiritual” das crianças; mas devemos ensiná-las que o Espírito Divino tem acesso constante aos seus espíritos, e é um contínuo Ajudador em todos os seus interesses, deveres e deleites da vida.

 

20. Ensinamos às crianças que todas as verdades são verdades de Deus, e que os assuntos seculares são tão divinos quanto os religiosos. As crianças não vão de um lado para o outro entre dois mundos quando se concentram em Deus e depois em seus assuntos escolares; há unidade entre ambos, porque ambos são de Deus e, o que quer que as crianças que estudem ou façam, Deus está sempre com eles.

 

Reproduzido e traduzido com a permissão de Leslie Noelani Laurio, do site Ambleside Online

Traduzido por Arielle Pedrosa

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