O Método de Charlotte Mason Resumido (Parte II) – Narração

narração.jpgPor: Catherine Levison

Outra ideia singular utilizada no método de Charlotte Mason é fazer com que as crianças lidem diretamente com os livros, quer elas os leiam por conta própria ou escutem sua leitura. Para promover o contato direto, evitamos ser mediadores ou expositores, isso permite que suas mentes funcionem independentemente da nossa. Isto é conseguido através do uso da narração, que melhora a habilidade de ser um bom ouvinte, um atributo altamente requerido não importa em que campo uma pessoa atue. É também um traço valioso em um cônjuge ou um amigo. As crianças desenvolvem essa habilidade vital quando podem praticar diariamente.

O ato de narrar é simples e normal, e é uma maneira eficaz de reter a informação. Todos nós usamos esse processo quando falamos a alguém sobre uma reunião da qual participamos, sobre um documentário que vimos ou sobre um livro que lemos. O ato de recontar informações ou eventos tem um poderoso efeito sobre a memória, semelhante ao ato de repetir um número várias e várias vezes a nós mesmos quando não podemos anotá-lo imediatamente.

Este processo é diferente de resumir informação, porque permitimos que a pessoa que está narrando escolha a ênfase, e até mesmo as omissões e, de todas as formas, permitimos que a mente dele ou dela atue sobre o assunto.

A narração ajuda você a saber exatamente o que seu filho conhece sobre um determinado tópico. De fato, ela ocupa o lugar das provas no método de Charlotte Mason. Naquilo que podemos chamar de escola “regular”, os alunos estudam um conjunto de informações e, independentemente de passarem uma semana, um mês ou um ano em um determinado tópico, no final do ensino, precisam fazer uma prova. Quando a prova corrigida retorna às mãos do aluno, geralmente, possui marcações em vermelho indicando cada uma das vezes em que a informação não foi recuperada ou foi recuperada incorretamente. Isso é prejudicial, pois coloca o foco no que a criança não conhece sobre o tópico abordado.

Winston Churchill falou certa vez sobre as provas: “Deveriam ter me pedido para falar sobre o que eu sabia. Mas, sempre tentaram me perguntar sobre as coisas que eu não sabia. Quando eu estava desejoso de mostrar meu conhecimento, eles procuravam expor minha ignorância. Esse tipo de tratamento teve apenas um resultado: não fui bem nas provas”. O desejo do Sr. Churchill é exatamente o que fazemos no método de Charlotte Mason. Pedimos à criança que nos conte tudo o que sabe sobre o Canadá, sobre a polinização, sobre o sistema endócrino ou sobre qualquer outro assunto estudado ao longo do dia ou do ano. Isso ajuda você, enquanto pai, a saber imediatamente se seu filho entendeu e compreendeu qualquer material que esteve estudando.

O ponto principal é que você não pode narrar o que não sabe, e só pode narrar aquilo que realmente sabe.

 

Reproduzido e traduzido com a permissão de Catherine Levison

Traduzido por Arielle Pedrosa

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