O Método de Charlotte Mason Resumido (Parte III) – Apreciação das Artes

arteNenhum resumo, de qualquer tamanho, estaria completo sem uma menção à apreciação da arte e da facilidade de sua realização. No que diz respeito ao método Charlotte Mason, só temos um objetivo com a apreciação artística. Porque a arte em si tem o objetivo primário de deleite, e seu estudo também tem o mesmo propósito de gozo. A maneira como podemos incorporá-lo facilmente em nossa educação domiciliar é separar apenas alguns minutos por semana. Tudo o que é necessário é uma obra de arte por sessão. Não importa se você utiliza um cronograma ou um livro da biblioteca, se você tiver em mente que observar a obra e desfrutar dela será mais fácil se ela tiver um bom tamanho e for colorida. Uma pequena foto em preto e branco não é realmente desejável. Aqui está uma breve explicação:

“Peça à criança que veja a foto, observe todos os detalhes e dê a ela tanto tempo quanto precise. Se estiver mostrando a obra para mais de uma criança, dê a cada uma a oportunidade de observar de perto individualmente. Agora, pegue a imagem e observe-a você mesmo, e não deixe que as crianças vejam novamente. Peça-lhes que descrevam o que viram a partir de sua memória, começando com a criança mais nova presente. Isso desafiará os mais velhos a procurar detalhes que os mais jovens podem ter ignorado. Na minha primeira tentativa, fiquei impressionada com a precisão das descrições de meus filhos”.

Permita-me acrescentar que ainda estou impressionada com a precisão e os detalhes dos quais eles são capazes de falar sobre uma obra de arte que observaram por apenas alguns minutos. Você não tem nada a perder tentando este processo pelo menos uma vez. Eu prevejo que você ficará feliz com os resultados e, se você for como eu, você desfrutará do seu tempo de olhar a pintura enquanto as descrições ocorrem — é muito relaxante no meio de um dia de homeschool.

 

Para terminar, é preciso repetir que Charlotte Mason era uma escritora prolífica, de uma vasta abordagem educacional. Quando as pessoas conhecem pouco de suas ideias, elas anseiam por uma versão simplificada e não as culpo por isso. Quando resumo seu material, estou procurando fazer uma introdução rápida, como um primeiro encontro entre duas pessoas. É improvável que dois estranhos sejam capazes de compreender todos os aspectos que o outro representa e acredito que isso se torna ainda mais problemático quando o novo conhecimento potencial é muito complexo por natureza. Imagine conhecer Albert Einstein em uma festa e pedir uma versão resumida de todo o seu campo científico de estudo. Ele pode encará-lo com incredulidade enquanto você insiste em uma síntese de tudo o que é importante para ele e tudo o que ele representa. Albert poderia se opor à sua insistência de que se você aprender o suficiente sobre ele em alguns minutos você estaria pronto para replicar seus métodos em casa.

Este cenário é reconhecidamente exagerado, mas é válido por considerar a natureza de conhecer alguém novo para nós — há um limite de tempo e geralmente não temos dez anos para investir em nossa fase introdutória. Não. Às vezes, a coisa mais necessária é uma introdução amigável, sabendo que muito será deixado de fora, no entanto, na maioria dos casos, é mais útil ter conhecido uma nova pessoa ou uma ideia nova superficialmente do que nunca tê-la conhecido.

 

Reproduzido e traduzido com a permissão de Catherine Levison

Traduzido por Arielle Pedrosa

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